25 agosto 2017

Eu acredito em segunda chance



Eu acredito em segunda chance. E também acredito que todo mundo a mereça. Às vezes fazemos coisas que não gostaríamos de ter feito. Arrependemo-nos. E não existe nada melhor do que saber que alguém confia em você e acredita que podes mudar. Alguém que entenda que somos humanos e por assim ser tendemos ao erro. Alguém que nutre um sentimento por você que é maior que o orgulho. Perdoar é uma das coisas mais lindas do mundo.

Segundas, terceiras e quartas chances são sempre bem vindas. Nós não erramos só uma vez na vida, erramos? A questão é: as pessoas às vezes tem uma tolerância pequena. Pequena demais. E isso as limita. Quem vive guardando rancor é menos feliz. Já viu alguém feliz reclamando? Quando se acumula mágoa, raiva, arrependimentos, o espaço para a felicidade reduz e convenhamos, o que é melhor, acumular tranquilidade e compreensão ou chateação e discórdia? Uma segunda chance é uma chance de recomeçar, mas não do zero, entende? Na verdade, é uma chance de consertar o erro e continuar. Recomeçar de onde parou.

Parece babaquice né? Mas é aquilo, só entendemos quando acontece com a gente. Quando você precisar de uma segunda chance vai entender o quanto ela é importante. O quanto ela é necessária. E não me venha com aquele papo de “por que eu vou dar uma segunda chance a alguém, se existe outra pessoa esperando a primeira?” isso é a coisa mais cruel que existe. Simplesmente joga no ralo tudo que você e esse alguém passaram, viveram e compartilharam. Coisa de gente sem coração.

Não importa o quanto você se decepcione com alguém, se você realmente a ama, dê uma segunda, uma terceira, uma quarta, uma quinta chance. O amor, ele merece todas. Dar uma nova chance é além de acreditar na pessoa, acreditar no amor que há dento de si. Não perca tempo guardando mágoa, rancor ou ressentimentos.

Viva sabendo que as pessoas vão errar e dentre estas pessoas, você inclusa. Saiba perdoar, saiba compreender. Dê sempre uma última chance, para uma última dança.


Felipe Santos

09 agosto 2017

Quando a gente cansa do drama



Não sei exatamente quando acontece, mas uma hora dá um clique. Tem sempre um motivo ou outro para reclamar, é claro, e a internet deixa tudo ainda mais tentador. Mas a vida, quando a gente cresce e arranja problemas de verdade, acaba ocupando tanto tempo que a gente tem que empurrar o mimimi pra longe.  De vez em quando bate medo, dá desespero, surge aquela pontinha de vontade de sentar e chorar e procurar a mãe, mas, na maioria das vezes, só nos resta respirar fundo e tentar achar qualquer solução.

É claro que eu não tenho a solução pra tudo e, na maior parte das vezes, erro e erro de novo até aprender. E aí um ombro amigo é sempre bom. Ou um abraço de alguém que sabe o quanto a gente se esforçou para, no fim, acabar não chegando a lugar algum. A questão é que não dá para se colocar no lugar de vítima sempre. A gente precisa assumir responsabilidade pelas nossas escolhas, pelos caminhos que tomamos e pelo jeito que a nossa vida está. Afinal, é nossa, não é?

Outro dia, me perguntaram qual mágica fiz para conseguir parar de stalkear uma pessoa que eu vivia querendo saber sobre. Pensei rápido e só consegui uma resposta: arranjei problemas maiores. E é a verdade. Fui tendo tanta coisa para pensar nas poucas 24 horas de um dia que cansei do drama. É muita conta, muito trabalho, muitas decisões profissionais, muitas ideias de futuro para perder tempo com quem sequer sabe o que quer da vida. Com quem mal consegue decidir se nos quer em sua vida. Preguiça, né?

Reclamar, de vez em quando, faz bem. Desabafar é sempre bom. Colocar para fora o que fica preso no peito é uma necessidade de todo mundo. Escrever um texto dizendo “cansei” é normal. Mas, uma hora ou outra, a gente tem que perceber que, se quiser alguma coisa na vida, ficar reclamando e se vitimizando não vai adiantar de nada. Ninguém corre atrás dos nossos sonhos. Uma hora a gente aprende: a nossa vida depende é da gente.


Karine Rosa